Quando a cirurgia é indicada ao paciente com câncer no trato gastrointestinal?
- CCONCO
- 9 de jan.
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A cirurgia é o procedimento mais indicado para pacientes com câncer no trato gastrointestinal: mais de 80% dos casos são operados, ao menos uma vez, durante todo o período de tratamento. A escolha pela cirurgia pode variar de acordo com o tipo, estágio e localização do tumor.

É durante a cirurgia que é possível remover órgãos ou tecidos afetados pelo câncer. Porém, mais do que tratar, essa técnica pode ser utilizada também com objetivos como prevenção, diagnóstico e estadiamento (definição de qual o estágio do câncer). Tudo vai depender de acordo com o caso a ser analisado pelo cirurgião oncológico.
Veja quando a cirurgia será indicada para os principais tipos de câncer no trato gastrointestinal:
- Cirurgia para câncer de estômago
Quando o tumor está em um estágio inicial, a cirurgia é a técnica mais indicada para retirar o câncer junto com uma margem de segurança. Esse procedimento é chamado de gastrectomia parcial, que também pode ser “total” caso precise remover o órgão inteiro.
Embora o diagnóstico do câncer gástrico seja feito na maioria dos casos pela biópsia endoscópica, a cirurgia tem um papel importante no estadiamento da doença, na chamada laparoscopia estadiadora, onde é possível se avaliar se há extensão do tumor à superfície externa do estômago ou a órgãos adjacentes.
Em casos mais avançados do câncer do estômago, a cirurgia pode ser paliativa ou utilizada para aliviar os sintomas causados pela doença.
- Cirurgia para câncer de esôfago
A cirurgia do câncer de esôfago, chamado esofagectomia, pode remover uma parte ou todo o órgão que for afetado pelo tumor. O esôfago pode ser reconstruído usando uma parte do estômago ou do intestino. A cirurgia é o principal tipo de tratamento para o câncer de esôfago nos estágios iniciais - caso mais avançado, pode ser combinada com quimioterapia ou radioterapia.
- Cirurgia para câncer de fígado
A chamada hepatectomia pode ser feita para remover parte do órgão que está afetado pela doença. Caso seja necessário a remoção completa, nesse último caso, será realizado um transplante de fígado. A extensão da cirurgia será planejada de acordo com o estágio em que se encontra o câncer no órgão.
A cirurgia será geralmente feita como o principal tratamento para tumores localizados, pois o fígado tem capacidade de regeneração e a parte remanescente do órgão passa a exercer a função total do mesmo. Tanto tumores primários quanto secundários do fígado podem ser tratados com técnicas avançadas de cirurgias hepáticas e o cirurgião oncológico é o profissional que deverá indicar quando e qual técnica deve ser empregada.
- Cirurgia para câncer de pâncreas
Quando há a possibilidade de remover o tumor por completo, a cirurgia pode ser indicada como o principal tratamento para o câncer de pâncreas. O tipo do procedimento poderá variar de acordo com a localização da doença: se o tumor estiver na “cabeça” do pâncreas, poderá ser feita a cirurgia de Whipple (pancreatoduodenectomia), que remove também o duodeno e a vesícula biliar. Agora se o câncer está na cauda do órgão, pode ser feita a pancreatectomia distal; por fim, em casos avançados pode ser necessária a pancreatectomia total, remoção completa do órgão.
A cirurgia também pode ser indicada como uma medida paliativa para casos metastáticos do câncer de pâncreas (ou seja, a doença se espalhou para outros órgãos), com objetivo de aliviar os sintomas e prevenir complicações.
- Cirurgia para câncer colorretal
A cirurgia é o tipo de tratamento mais comum para o câncer no cólon e no reto, principalmente quando a doença está nos estágios iniciais. A extensão da cirurgia pode variar de acordo com tamanho em que se encontra o tumor e sua localização.
A cirurgia pode ser feita também durante a colonoscopia, exame importante para rastreamento e diagnóstico do câncer colorretal, ao remover os pólipos suspeitos de serem um tumor maligno para análise da biópsia.






