Como se preparar para a cirurgia do câncer de fígado
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A cirurgia é uma das técnicas mais comuns no tratamento do câncer de fígado. Especialmente indicado para casos iniciais da doença, esse procedimento é realizado para remover o tumor ou transplantar o órgão. O paciente que deve ser submetido à cirurgia do câncer de fígado precisa passar por uma preparação, para garantir que o tratamento seja o mais eficiente possível.

O preparo começa na avaliação clínica do paciente. O cirurgião oncológico pode solicitar exames de sangue e de imagem (especialmente tomografia e ressonância magnética), além da análise da presença de outras condições, como a cirrose, que podem interferir na escolha do tratamento.
Caso a cirurgia siga recomendada no tratamento do câncer de fígado, pode ser necessário que o paciente mude alguns hábitos de sua rotina. Um dos primeiros passos é paralisar qualquer consumo de tabaco e de bebidas alcoólicas. O cigarro e o álcool podem prejudicar a eficiência do tratamento e aumentar o risco de complicações.
Outra ação importante é a mudança na dieta. A alimentação do paciente deve ser intensificada com frutas, verduras, legumes e cereais, deixando de lado o consumo de alimentos ultraprocessados e reduzindo, na medida do possível, a quantidade de carne vermelha. No dia da cirurgia, o paciente deverá estar em jejum de pelo menos 8 horas.
Provavelmente, será indicada a paralisação do consumo de alguns medicamentos, principalmente os anticoagulantes, pois podem causar hemorragias durante o procedimento. Todas essas indicações podem variar de acordo com o quadro clínico do paciente.
Quais os principais métodos de cirurgia para câncer de fígado
O tipo de cirurgia pode depender do tipo do tumor, o tamanho e sua localização. A condição clínica do paciente também é considerada antes da definição da conduta cirúrgica a ser seguida. Entre os tipos mais comuns de cirurgia de câncer de fígado estão:
- Hepatectomia parcial: retirada cirúrgica de uma parte do fígado - pode ser de até 70% do órgão, pois ele possui uma grande capacidade de regeneração. Indicado para tumores pequenos e localizados ou para fígados que tiveram a sua função preservada.
- Transplante de fígado: se o tumor não pode ser retirado com segurança ou se o órgão tiver um grave comprometimento da função hepática, causado por doenças como a cirrose, será necessário o transplante do fígado (que deve vir de doação do órgão).
Um destaque importante é que o tratamento cirúrgico do câncer de fígado teve importantes evoluções nos últimos anos. A principal inovação é a cirurgia robótica, que possibilita maior precisão ao cirurgião oncológico durante o procedimento, além de uma série de benefícios aos pacientes (como recuperação mais rápida, menores incisões e diminuição do risco de infecções e sangramentos).
O câncer de fígado também pode receber outros tipos de tratamento: ablação (destruição dos tumores com técnicas como crioterapia), embolização, radioterapia, terapia-alvo, imunoterapia e quimioterapia. Essas técnicas podem ser aplicadas de forma individualizada ou associadas entre si.



