Entenda as diferenças entre tumores benignos e malignos do fÃgado
- CCONCO
- 1 de out. de 2025
- 4 min de leitura
Um tumor que se desenvolve no fÃgado nem sempre é um câncer. Ao contrário, na maioria das vezes corresponde a um tumor benigno. A principal diferença entre um tumor maligno e benigno é o potencial para se espalhar para outras regiões do corpo em um processo chamado metástase.

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Geralmente, os tumores benignos ficam localizados, não avançam e, muitas vezes, não apresentam sintomas, o que leva o médico a mantê-los sob observação sem grandes intervenções. Em casos mais raros, podem apresentar sintomas, como aumento de volume no fÃgado ou sangramentos que exigem tratamento.
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Já os tumores malignos do fÃgado evoluem e causam sintomas. Além disso, são predominantemente resultado de metástases de cânceres que têm sua origem em outro órgão.
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Conheça os principais tumores benignos do fÃgado
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Como na maioria das vezes são assintomáticos, os tumores benignos do fÃgado são descobertos por acaso, quando o paciente realiza exames de imagem de rotina ou para investigação de outra indicação.
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A maioria dos tumores benignos do fÃgado é congênita (presentes desde o nascimento), decorrentes de anormalidades no desenvolvimento desse órgão durante a gestação.
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Os tipos de tumores benignos do fÃgado mais comuns são:
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Hemangioma Hepático – tipo mais comum de tumor benigno no fÃgado. O tamanho varia de lesões menores que um centÃmetro até as maiores que podem chegar a 30 cm. Se o tumor for grande, maior que 10 cm pode causar algum sintoma, entre eles, dor ou compressão de outros órgãos. Mas, na maioria das vezes, o tratamento consiste no acompanhamento de sua evolução por meio de exames de imagem. Cirurgia para retirada do tumor pode ser indicada se houver sintomas ou complicações.
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Hiperplasia Nodular Focal – acontece em qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres, entre 20 e 50 anos de idade. Tem origem em alterações vasculares que provocam a proliferação das células do fÃgado, os hepatócitos. Na maior parte dos casos, as lesões ficam estáveis em número e dimensão e assintomáticas. Quando isso acontece, a indicação é o acompanhamento.
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Adenomas Hepáticos – entre os tumores benignos do fÃgado, esses são os que mais têm chance de apresentar sintomas. Ainda ocupam o lugar de menos frequentes, mas a incidência desse tumor tem crescido devido sua relação com uso dos anovulatórios orais e androgênios e com a obesidade. A maioria dos casos é assintomática mas podem se manifestar por dor e ruptura do tumor. Cerca de 10% dos casos apresentam risco de se tornar maligno. O diagnóstico é feito por exames de imagem de alta resolução e biópsia. O tratamento pode ser a suspensão dos anovulatórios orais e dos androgênios. Em tumores maiores que 5 cm, que mesmo com a suspensão dos medicamentos continuam a crescer e apresentar sintomas, a cirurgia ou embolização podem ser consideradas. A cirurgia também é indicada para pacientes que, independentemente do tamanho do tumor, apresentam adenoma hepático com a mutação da proteÃna beta catenina ou para aqueles em que não foi possÃvel o diagnóstico preciso de lesão benigna.
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Agora, vamos aos tumores malignos do fÃgado, o câncer de fÃgado
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Classificamos os tumores malignos do fÃgado em primários, que são os que nascem e se desenvolvem no próprio órgão; e metastáticos, que têm origem em outro órgão e se espalham para o fÃgado por meio do sangue ou pelos canais linfáticos. Ambos podem ser diagnosticados por exames de imagem e confirmados por meio de biópsia.
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Considerando os tipos de câncer primários do fÃgado, os mais frequentes são:
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Hepatocarcinomas, também chamados de Carcinomas Hepatocelulares ou Carcinoma de Células Hepática
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Geralmente são diagnosticados em pacientes com cirroses hepáticas, infecções virais da hepatite B e doenças hepáticas crônicas (hepatite autoimune, hemocromatose etc.).
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No inÃcio, a doença pode ser assintomática ou apresentar sintomas inespecÃficos, como fraqueza, cansaço, perda de peso, falta de apetite e dor abdominal. Com a evolução, há descompensação da doença de base hepática, com aparecimento de icterÃcia (olhos amarelos), urina escura (colúria), ascite (barriga d’água), inchaço das pernas, tremores nas mãos, confusão mental e vômitos com sangue.
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Há várias possibilidades de tratamento, como a ablação (destruição de tumores por radiofrequência, microondas ou radiação ionizante), quimioembolização (quimioterapia associada ao bloqueio das artérias), radioembolização (esferas radioativas microscópicas injetadas através de um cateter numa artéria que alimenta o tumor) e quimioterapia sistêmica. Mas os tratamentos definitivos, se houver indicação e possibilidade, são o transplante de fÃgado e a ressecção cirúrgica dos tumores.
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Colangiocarcinomas
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Tipo de câncer agressivo que se desenvolve nos canalÃculos biliares dentro do fÃgado. Tem potencial para se espalhar rapidamente para outros segmentos do fÃgado.
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Estão relacionados à inflamação crônica nos canais biliares; contato com metais pesados e asbesto; cirrose; doença de Caroli; calculose intra-hepática; e colangite esclerosante primária. Â
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O tratamento costuma ser a ressecção cirúrgica radical.
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Câncer secundário de fÃgado: as metástasesÂ
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O fÃgado é um órgão muito vascularizado, recebe sangue venoso de todos os órgãos do abdômen e sangue arterial sistêmico, bombeado pelo coração, além de filtrar a linfa que vem do trato digestivo. Dessa forma, todos os tumores malignos do organismo têm caminho para fazer metástases para o fÃgado.
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As vezes o diagnóstico do câncer secundário de fÃgado acontece antes do câncer primário ou muitos anos depois do diagnóstico e tratamento do câncer primário. As metástases do fÃgado podem ser únicas, múltiplas, localizadas, centrais ou periféricas. Elas apresentam as mesmas caracterÃstica do tumor primário, portanto, seu tratamento levará em consideração a sensibilidade do câncer de origem a quimioterapia e/ou radioterapia.
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A abordagem terapêutica dos tumores metastáticos do fÃgado inclui tratamento do tumor primário associado à ressecção cirúrgica das metástase​​​s, seguida de tratamentos de quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou terapia-alvo.
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Nossa equipe é especialista no tratamento dos tumores de fÃgado e estamos à disposição para atender você.



