Como se preparar para a cirurgia do câncer de esôfago
- 22 de abr.
- 2 min de leitura
O tratamento do câncer de esôfago pode ser realizado com a combinação de várias técnicas, como quimioterapia, radioterapia e, principalmente, a cirurgia. Nos últimos anos, com o avanço da cirurgia robótica, houve um aumento na sobrevida de pacientes com tumores no esôfago em relação às outras técnicas cirúrgicas.

A quimioterapia e a radioterapia são, geralmente, realizadas antes da cirurgia. As sessões, que podem ser feitas isoladamente ou em conjunto, ocorrem em um período chamado de neoadjuvância – quando os tratamentos são realizados para facilitar a remoção e possibilitar que as cirurgias sejam mais conservadoras.
Além disso, durante as terapias neoadjuvantes é possível que o paciente busque aprimorar suas condições físicas e nutricionais. O primeiro passo é interromper qualquer uso de tabaco e bebidas alcoólicas. A alimentação deve ser um ponto de atenção, para evitar a desnutrição, assim como a prática de exercícios físicos leves, como caminhadas, para melhorar a capacidade respiratória.
Como a cirurgia do câncer de esôfago pode ser realizada
O tratamento por cirurgia do câncer de esôfago é chamado de esofagectomia e pode ser parcial ou total. Na esofagectomia parcial, uma parcela do esôfago ainda será preservada; já na total, todo o órgão é removido. Em alguns casos, uma parte do estômago também pode ser retirada durante a cirurgia.
A esofagectomia pode ser feita por duas técnicas: a chamada cirurgia aberta, conhecida também como convencional, que realiza incisões (cortes) maiores; ou minimamente invasiva, com a utilização de técnicas como laparoscopia ou endoscopia para que os cortes sejam do menor tamanho possível.
O destaque fica para a cirurgia robótica, que pode aumentar a taxa de sobrevida dos pacientes em quase 30%, quando é utilizada para um dos tipos mais frequentes de câncer de esôfago, o do tipo escamoso, geralmente associado ao consumo de tabaco e álcool.
Como o paciente ficará depois da cirurgia para o câncer de esôfago
Após o procedimento, alguns efeitos adversos podem ocorrer no paciente. Isso pode variar de acordo com a extensão do tumor removido e condições de saúde do paciente. Quando técnicas mais novas ou minimamente invasivas são realizadas, como a endoscópica, laparoscópica ou cirurgia robótica, o tempo de recuperação do paciente é menor, o que acelera seu retorno às atividades diárias e reduz o risco de complicações como sangramentos e infecções hospitalares. Além disso, as incisões são menores.
Um impacto que o paciente pode ter após a cirurgia do câncer de esôfago é no processo de engolir alimentos, chamado de deglutição. O médico poderá realizar algumas técnicas para contornar as dificuldades na alimentação, como por exemplo ao conectar o estômago diretamente para a parte que sobrou do tubo esofágico, ou utilizar tecidos de outros órgãos para confeccionar uma nova estrutura semelhante ao esôfago.



