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Azia pode ser sinal de câncer?

  • CCONCO
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Uma sensação de queimação que começa na região alta do abdômen, onde se localiza o estômago, e vai até a garganta. Esse incômodo que muitas pessoas sentem e descrevem dessa forma chama-se popularmente de azia e na linguagem médica, pirose. Há situações em que a azia provoca dores que podem ser leves ou mais intensas. Na maioria das vezes, quadros constantes de azia estão relacionados a doenças benignas, principalmente o refluxo gastroesofágico.


Azia pode ser sinal de câncer?

Nessa condição, o conteúdo do estômago (alimentos e ácidos) retorna para o esôfago, um tubo que liga a garganta ao estômago. Isso acontece porque o esfíncter, a válvula que deveria manter os alimentos e ácidos no estômago não está cumprindo sua função. É uma doença benigna que precisa ser tratada logo porque, além dos sintomas que incomodam, pode levar a problemas mais sérios, como o aumento do risco de câncer de esôfago.


Ao ser exposto repetidas vezes aos ácidos do estômago, a mucosa do esôfago pode se inflamar. As lesões inflamatórias podem gerar uma lesão pré-maligna chamada esôfago de Barrett, com riscos significativos de desenvolver câncer.


Outra possibilidade, em casos mais raros, é a azia estar relacionada a um câncer gástrico. Para que haja essa suspeita, a azia não costuma ser um sintoma isolado, ela acontece acompanhada de outros sinais. É preciso estar alerta para a possibilidade de um câncer gástrico, principalmente, se a azia for frequente e vier acompanhada de sintomas como:


  • Dor torácica ou abdominal intensa e contínua;

  • Dificuldade para engolir (disfagia);

  • Perda de peso sem causa aparente;

  • Vômitos recorrentes, especialmente com presença de sangue;

  • Sensação de estufamento logo após pequenas refeições.


Quem tem maior risco de desenvolver complicações decorrentes da azia crônica?


Há pessoas que têm maior predisposição para desenvolver complicações decorrentes da azia crônica, como homens com mais de 50 anos e histórico prolongado de refluxo gastroesofágico. Pessoas obesas também têm maio risco, porque o excesso de peso aumenta a pressão sobre o abdômen, facilitando o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. Além disso, quem tem histórico familiar de câncer gástrico ou de esôfago também deve ficar atento em caso de azia e procurar um médico para acompanhamento.


Diagnóstico e tratamento da azia


A endoscopia digestiva alta é o exame de imagem indicado para descobrir as causas de uma azia constante. O procedimento é feito com o paciente em jejum e sob sedação. O médico insere o endoscópio – um tubo fino e flexível, com uma câmera em sua extremidade – pela boca do paciente. O endoscópio avança pelo esôfago, estômago e duodeno, permitindo ao médico visualizar as imagens em tempo real, coletar amostras para biópsia e tratar lesões.


O exame é rápido e o paciente é liberado em seguida, após se recuperar dos efeitos da sedação.


Tratamento do refluxo gastroesofágico

Muitas pessoas negligenciam os sintomas do refluxo e vão tratando com remédios para dor, sem entender que podem estar mascarando a doença. Por isso, ao ter esses sintomas, procure avaliação de um especialista.


O tratamento do refluxo gastroesofágico pode variar de acordo com a gravidade do quadro e incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em casos específicos, cirurgia. Os medicamentos mais utilizados são os inibidores da bomba de prótons, que reduzem a produção de ácido no estômago. Antiácidos e bloqueadores de histamina também podem ser prescritos. Se houver associação da bactéria H. pylori ou complicações como o esôfago de Barrett, o tratamento é mais complexo.


Cuide-se da azia


Para evitar a azia e suas complicações, é importante manter hábitos saudáveis. Entre as recomendações está evitar alimentos que contribuem para a ocorrência de azia, como: condimentados e apimentados; temperos industrializados; refrigerantes e bebidas alcoólicas; café; chocolates; frituras.


Fazer refeições menores e mais frequentes reduz a pressão sobre o estômago e diminui as chances de refluxo. A prática regular de atividades físicas, além de contribuir para o controle do peso, melhora o funcionamento do sistema digestivo como um todo. O tabagismo também prejudica o sistema digestivo.


Em caso de sintomas persistentes de azia, procurar um médico é essencial. O diagnóstico precoce permite tratar alterações benignas antes que evoluam para um câncer esofágico ou identificar sintomas de um câncer de estômago.

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Médico responsável: Dr. Héber Salvador de Castro Ribeiro  - CRM/SP 122924  /  RQE 94208
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